quarta-feira, maio 31, 2006

Mergulhos




Às vezes penso sobre relacionamentos. Ou melhor, primeiro penso ser um ser natural; faço parte da natureza e como ela então devo comportar e identificar. Mas depois questiono o porque nos envolvermos de maneira tão fugaz, para depois sofrer a perda e evitar a arte e o prazer de possuir, de dividir, de viver... Então, como ser natural, usei para o amor outra metáfora tão infinita e misteriosa como o mesmo...

Quando a gente mergulha, a gente sabe que vai ter de sair, então vamos o mais fundo que podemos, usando do ímpeto, da vontade, (na comparação seria a paixão) e tocamos o chão, sentimos a areia, as bolhas de ar, mas então chega a hora de respirar, porque a mínima pretensão que houver de perpetuar esses momentos mágicos implicaria em morte por afogamento, então subimos e vemos a luz atravessar a água, é um instante que não precisamos nos esforçar para chegar à tona, porque as leis da natureza cuidarão para que as coisas aconteçam! Então respiramos. A sensação exterior de prazer com o mergulho é pequena perante a incrível sensação de AR no interior do corpo, ativando o sangue, oxigenando o cérebro, nos fazendo pensar de maneira diferente, até que vem a súbita vontade de mergulhar de novo, mas nunca se repetirá façanha igual a qualquer vez. Cada mergulho será diferente, o impacto com a água trará por vezes segurança, por vezes medo. Por vezes será bom, outras não. Pode ser um mergulho curto e profundo, ou raso e longo...

Um comentário:

Anônimo disse...

caralho...